Às mães que o tempo deixou esquecidas,
E às que foram mães na carne e na lida.
Às que partiram, deixando a saudade,
E Ã s que viram os filhos partir da cidade.
Às que lutam no leito, contra a doença,
Às que deram amor sem ter recompensa.
Às que foram pai, num esforço dobrado,
Às mães-avós, com o colo renovado.
Às que choram o pão que o emprego não traz,
Às que passam fome para o filho ter paz.
Às que leram livros e deram doutrina,
E Ã s que, sem ler, deram a luz que ilumina.
Às que estenderam a mão e o filho recusou,
Às que visitam a grade que a vida fechou.
Às que cuidam de corpos que o mundo ignora,
Mães de filhos especiais, anjos de agora.
E a mim, que sou a mãe que consigo ser,
Que celebro a vida e o dom de crescer.
Que liberto e amo, sem ao outro prender,
No equilÃbrio difÃcil de dar e viver.
Que Deus me sustente e me faça o pilar,
O essencial quando o mundo falhar.
Pois ser mãe é ser porto, presença e luz,
A força mansa que ao amor nos conduz.
Natércia Inácio
#naterciainacio

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