Sete partículas vieram de uma apenas. Isso significa que eu sou você, você sou eu, por outro ponto de vista? Tipo, a gente é conectado? Essa é uma visão muito doida que mistura física e filosofia. Vamos falar da conexão material. Pelo ponto de vista físico, cada átomo no meu corpo e no seu corpo vieram do mesmo ponto inicial. Como disse Carl Sagan, somos todos poeira de estrelas. Se a gente rastreia a linhagem de cada partícula, todas convergem para o mesmo ponto há 13,8 bilhões de anos. Algumas teorias físicas e filosóficas exploram isso. Existe até uma hipótese famosa na física que se chama a teoria do elétron único, de John Wheeler e Richard Feynman. Essa teoria brinca com a ideia de que todos os elétrons no universo seriam, na verdade, o único elétron que está viajando para frente e para trás no tempo. Nesse cenário extremo, você e eu, a gente seria a mesma partícula em posições diferentes. Mas essa teoria é totalmente uma matemática não comprovada. Na ciência, embora a origem das partículas seja a mesma, as partículas hoje são distintas e elas perderam sua conexão direta porque elas sofreram trilhões de interações. Mas na filosofia, essa origem comum é a base para o monismo. O monismo é a ideia de que tudo que existe é uma única substância expressa de formas diferentes. Nesse caso, a gente seria o universo tentando entender a si mesmo por perspectivas distintas. Então, embora a física atual veja a gente como sistemas separados, a história da nossa matéria é exatamente a mesma. Somos formas diferentes que a mesma energia inicial assumiu.
— .(Escrito dia 13/06/2026, às 19:10).


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